Já pedalou uma bike elétrica?

March 16, 2018

 

Tive o meu primeiro contato com uma bike elétrica durante o evento para a imprensa da KMTB - Kailash MTB, uma prova de ciclismo que vai acontecer no dia 21 de Abril próximo, com o apoio da Specialized Brasil (http://www.kmtbseries.com.br/)

 

A idéia do evento era apresentar para a imprensa parte do percurso da prova, que vai rolar na Serra da Mantiqueira, na cidade de São Bento do Sapucaí, vizinha a Campos do Jordão, em São Paulo.

 

Quando fomos convidados, os organizadores nos questionaram qual o modelo e tamanho de bike gostaríamos de usar. Levando em consideração a altimetria absurda da região, pensamos que a Specialized Turbo Levo seria com certeza, a melhor opção.

 

Chegando no local, fui direto conversar com meu amigo Hélio, mecânico da Specialized e velho conhecido, devido ao apoio pontual que a marca dá para a nossa série. A idéia era garantir uma Turbo Levo antes que acabasse, pois realmente não estava com pique para sofrer tanto nas subidas da região. E estava curioso para andar nessa bike também.

 

Bike na mão, banco e suspensões ajustadas e uma breve explicação de como funciona a assitência elétrica. Pronto, chegou a hora de partir com o grupo de jornalistas que estava no local, louco para pedalar.

 

A impressão inicial da bike é estranha. Ela é robusta, por conta da bateria, pneus 3.0, aros bem largos e suspensão reforçada. Mas as primeiras pedaladas que dei ali no terreno plano e com o motor desligado, já me surpreenderam. Eu achava que ia parecer uma moto desligada. E desligada ela é só uma bike mais pesada que as outras. Mas até que pedala bem, pelo menos no plano.

 

A coisa muda totalmente quando você liga o motor elétrico. São três níveis de assistência: leve, moderado e forte. E o motor só entra em ação quando você pedala. Quanto mais assistência você usa, menos força faz, mais a bike responde e menos a bateria dura.

 

Com medo de ficar sem bateria e ter que empurrar aquele peso todo (cerca de 25kg) morro acima, optei por usar a assistência leve a maior parte do tempo. Pelo menos até chegar a subida de verdade. Não sabia quanto tempo ia durar o rolê, então achei melhor não arriscar.

 

Com a assistência no mínimo, a sensação é muito parecida com uma bike normal de enduro, que são mais pesadas que uma bike de XC, é claro. Mas quando você muda para a assistência moderada ou forte, a coisa muda de um jeito que é inacreditável. A bike fica leve, esperta e muito, muito divertida. Confesso que nas subidas mais íngremes e longas foi impossível não usar toda a potência do motor. Nunca fui muito fã de subida mesmo.

 

Chegamos no topo da montanha, hora de descobrir como essa máquina desce. Mas antes da descida de verdade encaramos alguns singletracks técnicos, e ela dá conta do recado fácil. Basta não ter ninguém na frente atrapalhando, manter o giro e escolher onde por a roda. O resto é com ela.

 

E chegou a descida. Um singletrack técnico com um belo rock garden no início e algumas curvas divertidas. E a bike vai que vai. O pneu 3.0 e a suspensão de 150mm encaram o que vier pela frente. Pura diversão, aliada a uma preocupação: a bike não pára como uma bike normal. Não é culpa do freio, mas de toda a inércia que o peso da bike gera. No single, acho que com o tempo a gente se acostuma com essa característica da bike, cientes de que ela terá reações mais lentas. Questão de se acostumar com a tocada mesmo. Cada bike é de um jeito.

 

Terminado o single, chegou a hora de encarar uma descida por uma estradinha de terra. Descida longa, íngreme e muito rápida. Aí a bike embala de um jeito que não tem freio que pare. Chega a ser assustador. Tivemos que parar no meio da descida pois tanto eu quanto o outro colega que estava com uma bike igual ficamos praticamente sem freio, que aqueceu num nível que parou de funcionar. E olha que a bike vem com freios Guide RS, pensados para o downhill.

Pausa para recuperar o freio,  e tome mais descida. Longa, deliciosa e quase interminável. E chegamos no final dela sem freios, de novo. Talvez a gente tenha freado demais? Mas com o embalo que a bike pega não sei se a gente chegaria vivo lá embaixo sem frear...

 

E o resto do rolê para a pousada foi tranquilo. Asfalto, subidas e um single bem íngreme na chegada. Tudo encarado com muita diversão e tranquilidade. E ainda cheguei na pousada com 40% da carga, 3 horas depois do início do rolê. Se soubesse, só tinha usado no modo full! Ah! Também cheguei fisicamente inteiro. Hehehe.

 

Confirma no vídeo abaixo como foi o evento:

 

 

 

 

Resumo

 

Minha opinião, ok? As bikes elétricas vieram pra ficar. Atualmente já são muito boas. Eu teria uma fácil. Dá pra curtir muito mais trilhas gastando as mesmas calorias e o mesmo tempo que você gasta no seu rolê tradicional.

Ou adiar a aposentadoria pra dez anos mais tarde.

Elas já são perfeitas? Ainda não. Mas em pouco tempo a indústria chega lá, pode acreditar.

Em breve teremos baterias com mais autonomia, mais leves e motores ainda mais eficientes.

E os freios? Talvez essa questão tenha ficado evidente por conta do relevo muito íngreme do local. Foram 1200 de altimetria e 21km! É muito hard! E tudo o que sobe, precisa descer.

 

Confira outros vídeos da bike em ação:

 

 

 

 E aí, curtiu a bike e as descidas?

 

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Bikeeeeeee!!!!!!

 

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February 20, 2018

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